quarta-feira, 7 de setembro de 2011

CRITICA - APOLLO 18

Cinema é um acordo com o desconhecido. A experiência da sala escura é sempre mais atraente quando não sabemos ao certo o que esperar e quando aceitamos que o que vai à tela é apenas ficção, não carece ser levado tão a sério.

Quando a ficção, num filme de longa metragem, usa a realidade como matéria prima - não num 'baseado em fatos reais' mas numa 'leve distorção dos fatos reais' - aí mesmo é que não podemos levar tão a sério. É respirar fundo e aproveitar a viagem. Pois bem, Apollo 18 não é para ser levado a sério.

Trata-se de uma ficção científica (em termos), com laivos de suspense, que toma para si a complexa tarefa de revelar um bem guardado segredo da agência espacial americana, a Nasa e, por extensão do governo americano. A missão Apollo, que oficialmente fez 17 vôos tripulados à Lua, teria realizado uma décima oitava alunissagem, com o objetivo de instalar transmissores de alta frequência para, como seria de se supor, espionar os russos. 
O filme de Gonzalo López-Gallego propõe uma outra versão: a Apollo 18 foi à Lua para confirmar in loco a existência de vida extraterrestre sem que tal motivo fosse revelado aos tripulantes. O filme, informam os créditos iniciais, foi montado a partir de 84 horas de material bruto, disponíveis num sítio imaginário na internet, o lunartruth.com.
A versão de López-Gallego e do roteirista Brian Miller tem falhas visíveis, é óbvio. O material bruto não existe, assim como também não existiu a Apollo 18. O tal sítio inexiste também. Mas a brincadeira é válida e divertida. 
O longa tem momentos de tensão dignos de pulos da cadeira e olhos fechados de medo. O mostrengo lunar que come astronautas e cosmonautas nunca aparece inteiramente, o que nada mais é do que um velho truque narrativo para aumento de tensão nas platéias. A verdade está lá fora, e ela é uma divertida lorota scifi.
CONFIRA O TRAILER ABAIXO :

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